segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Colé dessa Wikipédia?

Quando se digita uma pesquisa qualquer no Google, um dos primeiros sites (se não o primeiro) que surgem com o conceito do termo pesquisado é o Wikipédia. Se você é estudante, professor  ou trabalha em qualquer que seja a empresa, é pouco provável que não tenha recorrido à conceituação do Wikipédia alguma vez na vida.
A enciclopédia Wikipédia (sendo wiki uma palavra havaiana que significa “rápido”, “veloz”) foi criada em 2001, por um operador de opções chamado Jimmy Wales. Para dar a definição exata desta enciclopédia, a pessoa que escreve a você este blog recorreu (adivinhe só) à Wikipédia:
A Wikipédia é uma enciclopédia multilíngue online livre colaborativa, ou seja, escrita internacionalmente por várias pessoas comuns de diversas regiões do mundo, todas elas voluntárias. Por ser livre, entende-se que qualquer artigo dessa obra pode ser transcrito, modificado e ampliado, desde que preservados os direitos de cópia e modificações, visto que o conteúdo da Wikipédia está sob a licença GNU/FDL (ou GFDL) e a Creative Commons Attribution-ShareAlike (CC-by-SA) 3.0.”



Até aí a ideia de Wales soa de forma democrática e unânime. Sem falar na variedade de idiomas da Wikipédia: os artigos podem ser lidos em 272 idiomas diferentes. Todos podem inserir, editar e acrescentar observações aos conteúdos da enciclopédia Wikipédia, tornando-a uma fonte rica de conhecimento, de todas as regiões do mundo.
Porém, sabe-se que nem todo o conteúdo na Wikipédia pode ser aproveitado ou levado em consideração (assim como ocorre com o conteúdo on line em geral). Chris Anderson trata do assunto em seu best-seller “A Cauda Longa”, mostrando os prós e contras da Wikipédia no capítulo “Os Novos Produtores”. O fato é que as enciclopédias tradicionais (vide Aristóteles na Grécia Antiga e os membros do Iluminismo) eram produzidas por acadêmicos. Logo, dominavam o conteúdo e estavam aptos a reunir os conhecimentos necessários na enciclopédia. Aí está a grande diferença entre essas enciclopédias e a Wikipédia.
Por ser passível de edição e inserção de conteúdos por todos da web a qualquer momento, é presumível que nem todo o conteúdo tenha credibilidade. Por isso, mais que saber o que deve e o que não deve ser levado em consideração na Wikipédia, é preciso buscar fontes alternativas de informação. Tanto que surgiram paródias na internet satirizando a Wikipédia (Uiquipédia, Desciclopédia, etc.).
Mas a Wikipédia, logicamente, tem suas vantagens. E muitas. Além do conforto de uma enciclopédia acessível a qualquer momento no computador, sem o peso dos grandes volumes empoeirados das enciclopédias das bibliotecas, está a atualização constante dos conteúdos. As enciclopédias tradicionais são produzidas e ficam no papel, o tempo passa, e elas permanecem iguais. Na Wikipédia não. Surgiu algo novo hoje, amanhã alguém já criou seu conceito no Wikipédia. Se algum conceito com o passar do tempo fica desatualizado, basta alterá-lo e adaptá-lo aos padrões atuais. O comparativo entre a quantidade de conceitos das enciclopédias tradicionais e da Wikipédia é muito superior na versão on line (cabendo, novamente, a teoria da “Cauda Longa” de Anderson).
A intenção aqui não é fazer ninguém parar de fazer pesquisas na Wikipédia, pelo contrário. A facilidade de estar conectado à internet e buscar resposta para determinado termo desconhecido é formidável, e pode e deve ser aproveitada. A questão é usar a internet e a Wikipédia como a nossa amiga cerveja - com moderação. 


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