Os usuários de internet do final dos anos 90 certamente fizeram parte da geração mIRC. Para os mais novos no meio on line, o programa possibilitava a troca de conversas, além de pequenos arquivos, imagens e textos, e se tornou popular no Brasil entre 1998 e 2004. Na época, webcams e microfones eram artigos de alto custo usados por poucos, por isso as conversas giravam em torno do “como você é”, ou “descreva a cor do seu cabelo”, etc.
Já nessa primeira plataforma algumas iniciativas de marketing digital começaram a se desenvolver, com a presença de anúncios que mobilizavam diversos integrantes da rede. A partir daí os programas foram evoluindo, também por intermédio da evolução da internet, e surge o ICQ. Pode-se dizer que o ICQ era uma espécie de favoritos do mIRC, pois as pessoas conheciam outras no mIRC e a partir daí as adicionavam para conversas particulares no ICQ.
O ICQ ganhou relativa participação no Brasil, porém o programa era muito pesado, fato que foi resolvido com a chegada do MSN Messenger. Criado pela Microsoft, o programa torna-se um dos mais populares dentre os bate papos existentes na internet, sendo copiado por vários sites. Compatível com vários tipos de computadores, o Messenger tem várias possibilidades, como vídeo conferência, dentre outras opções nas versões mais atuais. Em relação aos espaços de publicidade, o Microsoft percebeu sua influência e, nas versões seguintes, inseriu banners para a divulgação massiva de anúncios. Hoje, esse espaço publicitário é de imenso valor, com visibilidade muito maior que outros meios tradicionais e resultados muito satisfatórios.
Por volta de 2003 e 2004 o mIRC perde espaço no Brasil para os bate papo virtuais, como o Chat UOL, até que as redes sociais começam a tomar forma. Surgem, então, sites como o Fotolog, Orkut, MySpace, Facebook e mais precisamente o Twitter. De lá para cá, uma mudança significativa foi vivenciada pelo público alvo, que sofreu diferentes bombardeios de informações.
Diante de tantas mudanças, fica sempre a dúvida do que está por vir. O fato é que transformada a comunicação nesses meios já está. Resta saber qual será o limite depois dos atuais 140 caracteres.
P.S.: post com referências do Blog Midiatismo.

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