quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Colé da evolução do mIRC ao Twitter?

Os usuários de internet do final dos anos 90 certamente fizeram parte da geração mIRC. Para os mais novos no meio on line, o programa possibilitava a troca de conversas, além de pequenos arquivos, imagens e textos, e se tornou popular no Brasil entre 1998 e 2004. Na época, webcams e microfones eram artigos de alto custo usados por poucos, por isso as conversas giravam em torno do “como você é”, ou “descreva a cor do seu cabelo”, etc.
Já nessa primeira plataforma algumas iniciativas de marketing digital começaram a se desenvolver, com a presença de anúncios que mobilizavam diversos integrantes da rede. A partir daí os programas foram evoluindo, também por intermédio da evolução da internet, e surge o ICQ. Pode-se dizer que o ICQ era uma espécie de favoritos do mIRC, pois as pessoas conheciam outras no mIRC e a partir daí as adicionavam para conversas particulares no ICQ.
O ICQ ganhou relativa participação no Brasil, porém o programa era muito pesado, fato que foi resolvido com a chegada do MSN Messenger. Criado pela Microsoft, o programa torna-se um dos mais populares dentre os bate papos existentes na internet, sendo copiado por vários sites. Compatível com vários tipos de computadores, o Messenger tem várias possibilidades, como vídeo conferência, dentre outras opções nas versões mais atuais. Em relação aos espaços de publicidade, o Microsoft percebeu sua influência e, nas versões seguintes, inseriu banners para a divulgação massiva de anúncios. Hoje, esse espaço publicitário é de imenso valor, com visibilidade muito maior que outros meios tradicionais e resultados muito satisfatórios.
Por volta de 2003 e 2004 o mIRC perde espaço no Brasil para os bate papo virtuais, como o Chat UOL, até que as redes sociais começam a tomar forma. Surgem, então, sites como o Fotolog, Orkut, MySpace, Facebook e mais precisamente o Twitter. De lá para cá, uma mudança significativa foi vivenciada pelo público alvo, que sofreu diferentes bombardeios de informações.
Diante de tantas mudanças, fica sempre a dúvida do que está por vir. O fato é que transformada a comunicação nesses meios já está. Resta saber qual será o limite depois dos atuais 140 caracteres.

P.S.: post com referências do Blog Midiatismo.


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